Em uma escalada sem precedentes das tensões no Oriente Médio, Israel lançou um ataque aéreo de grande escala contra o Irã na madrugada de quinta-feira, 12 de junho de 2025 (horário local no Irã, noite de quarta no Brasil). A ofensiva, descrita por Israel como “preventiva”, teve como alvo instalações nucleares, centros de produção de mísseis balísticos e, notavelmente, resultou na morte de importantes comandantes militares iranianos e cientistas envolvidos no programa nuclear.
As Forças de Defesa de Israel (IDF) informaram que mais de 100 alvos em todo o Irã foram atingidos, em uma operação que envolveu cerca de 200 jatos de combate. Entre os alvos mais significativos estariam a instalação nuclear de Natanz, a maior do Irã para enriquecimento de urânio, e outras bases militares e de defesa aérea. Fontes iranianas, por sua vez, reportaram explosões em diversas cidades, incluindo Teerã, e confirmaram mortes e feridos, com a imprensa estatal mencionando vítimas civis em áreas residenciais.
O ataque israelense foi descrito por analistas como o mais significativo e audacioso já realizado contra o território iraniano, marcando uma transição de uma “guerra nas sombras” para um confronto mais aberto. Israel justificou a ação alegando que o Irã havia tomado “medidas nunca antes tomadas” para converter urânio enriquecido em arma nuclear, representando um “perigo claro e presente para a própria sobrevivência de Israel”. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu havia afirmado que o Irã poderia produzir uma arma nuclear em “muito curto prazo”, o que exigia uma resposta imediata.
Em resposta ao ataque, o Irã lançou mais de 100 drones em direção a Israel, que foram amplamente interceptados pelas defesas aéreas israelenses, incluindo o sistema Domo de Ferro. O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, classificou os ataques israelenses como uma “declaração de guerra” em uma carta às Nações Unidas, e o aiatolá do Irã prometeu uma punição “amarga e dolorosa” contra Israel.
A comunidade internacional reagiu com preocupação. Os Estados Unidos, embora alertados por Israel antes do ataque, declararam que a ação foi uma decisão “unilateral” israelense, mas o presidente Donald Trump elogiou a ofensiva, dizendo que foi “excelente” e que “há muito mais por vir”. Países como a Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos condenaram os ataques de Israel, expressando profunda preocupação com as repercussões na segurança regional e pedindo contenção.
A escalada do conflito gerou instabilidade imediata, com o fechamento de espaços aéreos sobre Israel, Irã e Iraque, e o Aeroporto Ben Gurion, em Tel Aviv, suspendeu pousos e decolagens. Em Israel, cidadãos estocaram alimentos e buscaram abrigos na expectativa de uma retaliação iraniana de maior envergadura. A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) afirmou estar monitorando a situação e que suas instalações no Irã não foram atingidas, mas havia declarado formalmente que o Irã violou suas obrigações de não proliferação nuclear pouco antes dos ataques.
Este novo capítulo no conflito entre Israel e Irã levanta sérias preocupações sobre uma possível guerra regional de proporções ainda maiores, com impacto significativo na estabilidade global e nos mercados de energia.

