Em uma sociedade que caminha para o envelhecimento populacional, o cuidado com os idosos se torna um dos maiores desafios contemporâneos. Contudo, por trás da fria estatística das Instituições de Longa Permanência para Idosos (ILPIs), existe um drama humano profundo: o dos pais que são encaminhados para o asilo não por necessidade estrita de saúde, mas pela recusa dos filhos em compartilhar o mesmo teto. O que deveria ser um local de acolhimento especializado, por vezes, se transforma em uma sentença de abandono afetivo.
A Ruptura de um Ciclo Afetivo
Historicamente, o Brasil e muitas culturas ao redor do mundo cultivaram o ideal de que os pais, na velhice, deveriam ser cuidados por seus descendentes, integrando as famílias multigeracionais. No entanto, a vida moderna, marcada pela correria, jornadas duplas de trabalho e a busca por privacidade e autonomia, tem fragilizado esse modelo.
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