O período chuvoso e o aumento do mato em lotes são condições ideais para o aparecimento do caramujo africano, espécie invasora que causa sérios impactos ambientais. O molusco caracterizado pelas listras marrom-avermelhadas na concha é considerado um problema de saúde pública, podendo transmitir meningite eosinofílica (infecção rara e perigosa que causa inflamação das membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal) ou angiostrongilíase abdominal (doença parasitária que se manifesta como uma infecção no sistema digestivo).
Segundo a bióloga da UVZ, Virginia Seixas Santana, o manejo ambiental é fundamental para o controle da população desse molusco. “O caramujo africano compete com o aruá do mato, que é o caramujo do Brasil. Como ele veio da África, ele se reproduz em grande quantidade, e em situações como essa que nós estamos vendo aqui, ele ganha grandes populações”, explicou.
Caso o caramujo africano seja encontrado, é importante não despejar sal sobre ele, especialmente em hortas, pois isso pode salinizar o solo e prejudicar futuras plantações. É recomendada a catação manual dos caramujos, colocando-os em baldes com água sanitária por 24 horas, com o descarte posterior da água na rede de esgoto e fragmentação das conchas para evitar reservatórios que possam servir como criadouros do mosquito Aedes aegypti.
O que fazer para evitar o caramujo africano?
Para evitar o caramujo africano é essencial que a população mantenha terrenos e jardins limpos; evite deixar restos de materiais de construção mal armazenados; não acumule matéria orgânica e lave bem frutas e verduras.
Caso ocorra contato com o caramujo e a pessoa apresentar dor abdominal, febre, vômito, falta de apetite, dor na nuca e mal-estar, é necessário procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) de referência.
Fonte e foto: Prefeitura de Contagem

